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Edição do dia 05/12/2017

Material biodegradável é desenvolvido para tratamento de água na indústria


A novidade foi criada em Sobral por pesquisadores da UVA. Comparados ao carvão ativado, hidrogéis biodegradáveis devem ser solução mais eficaz e barata para retirar poluentes da água

 

Com o retorno dos hidrogéis na última década, as aplicações foram melhoradas. É o caso do uso no tratamento de efluentes na indústria química, removendo corantes e metais pesados para possibilidade de reúso da água. Versão biodegradável dos polímeros foi criada por pesquisadores da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em Sobral (região Norte do Estado).

Coordenador do projeto, o professor Francisco Helder Rodrigues, do Departamento de Química da UVA, explica que com os hidrogéis, a remoção de resíduos da água usada na indústria ficaria mais barata e mais eficaz, se comparada ao uso de carvão ativado. “Com o carbono, é difícil separá-lo do contaminante, mas ainda é a técnica de purificação mais usada, devido a sua estrutura porosa, alta eficiência e capacidade de adsorção para alguns contaminantes”, explica Helder.

A pesquisa atende a preocupação mundial, de acordo com o professor, já que os efluentes industriais têm alto grau de toxidade e, segundo a Unesco, o descarte sem tratamento tem impacto nos recursos hídricos, na saúde humana e no meio ambiente. Porém, após o tratamento da água, conforme Helder, é possível reutilizar a água na própria indústria, o que traz benefícios financeiros ao reduzir custos de produção.

Os hidrogéis (também usados em fraldas descartáveis) são formados por redes tridimensionais de polímeros capazes de absorver e reter moléculas de água e contaminante – que, na indústria química, são íons metálicos e/ou corantes iônicos. Além de outros materiais, os polímeros naturais biodegradáveis, podem ser retirados da carapaça de crustáceos como caranguejo e camarão (de onde é retirada a quitosana).

Pesquisa

Os estudos continuam para determinar viabilidade do uso dos hidrogéis em grande escala. A expectativa é de competitividade no mercado de tratamento de efluentes industriais. O projeto é financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) através do edital da Bolsa de Produtividade em Pesquisa e Estímulo à Interiorização. São parceiras a Universidade Estadual de Maringá, a Universidade Federal de Pelotas e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Saiba Mais

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil gerou 1.065 m³/s de águas residuais, divididos entre abastecimento humano urbano (402 m³/s), irrigação (340 m³/s), indústria (277 m³/s), pecuária (27 m³/s) e abastecimento humano rural (19 m³/s).

Já a quantidade de águas residuais que passam por tratamento é pequena. Segundo o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2017, 80% dessas águas voltam para a natureza sem serem tratadas. No Brasil, a Resolução 430/2011 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) prevê que o lançamento de efluentes nas águas de rios ou no solo só pode ser feito mediante tratamento.

 

Fonte: Jornal O povo 




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